Rede de ONGs entregará
em um mês relatório
de visitas a complexo
de favelas no Rio
Raphael
Ferreira - Da Agência
Brasil
Rio
de Janeiro - O relatório
final da rede de
organizações
não-governamentais
(ONGs) Relatoria
Nacional, que visitou
as favelas do Complexo
do Alemão
nesta semana para
investigar as condições
de ensino, terá
três propostas
principais: a criação
de um sistema integrado
de informações
sobre o conjunto
de favelas; a divulgação
de orientações
à população
sobre como reagir
durante períodos
de confronto armado;
e a articulação
das políticas
públicas
de educação
e segurança,
coordenada por uma
instância
alternativa ao governo.
O
relatório
final será
entregue ao governo
e à Organização
das Nações
Unidas (ONU) em
cerca de um mês.
A
série de
reuniões
e visitas promovidas
pela Relatoria Nacional,
composta por 60
ONGs, e apoiadas
pelas Nações
Unidas, terminou
hoje (11) com uma
audiência
pública a
que compareceram
representantes do
governo e de moradores
da região.
O tráfico
de drogas nas escolas
foi o tema mais
polêmico de
discussão.
Segundo
uma professora de
uma das três
escolas do Complexo
do Alemão,
que não quis
se identificar,
muitos professores
desistiram de dar
aulas. "Quem
vem de fora para
trabalhar na comunidade
se depara com vários
problemas relacionados
ao tráfico,
como por exemplo
a existência
de uma 'boca de
fumo' [ponto de
venda de drogas]
ao lado da escola.
Por isso, temos
na comunidade uma
alta rotatividade
de professores",
disse.
João
Correia Neto, representante
da Secretaria Estadual
de Educação
na audiência,
negou a influência
do tráfico
nos horários
escolares: "Ninguém,
seja Polícia
ou traficante, determina
o início
ou término
do ano letivo nas
escolas do estado.
Só quem determina
é o governador
ou o secretário".
Já
a relatora do projeto
das ONGs, Denise
Carreira, discordou
da afirmação
do assessor da Secretaria.
"Muitas vezes,
a ida e a vinda
de professores passam
por negociações
e convivência
com o poder paralelo
do narcotráfico",
disse.
A
secretária
municipal de Educação,
Sonia Mograbi, não
compareceu à
audiência
e alegou ter outros
compromissos agendados.
Fonte:
www.agenciabrasil.gov.br
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