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Exposição
"Kizomba - A
chama de Zumbi"
Produção:
Raízes em Movimento
Apoio:
FACHA
A religião
Afro só foi
relativamente admitida
com utilização
de símbolos
da igreja católica.
A capoeira até
o início do
século passado
era coisa de “malandro”.
As rodas de samba,
original na Casa da
Tia Ciata, na Praça
Onze eram reuniões
clandestinas. O Jongo
só não
morreu devido a alguns
focos de resistência
em algumas comunidades.
Atualmente algumas
expressões
culturais sofreram
inicialmente com o
preconceito, mas foram
sendo aceitos socialmente
de forma gradativa.
O Funk, o Rap, o Blues
e o Reggae são
exemplos dessas expressões.
Nas artes plásticas
não é
diferente. Muitos
artistas da periferia,
da rua, de comunidade
passaram a ser conhecidos
como artistas plásticos
contemporâneos
e passaram a expor
seus trabalhos em
diversas galerias
de arte no mundo.
Entendendo a arte
como a forma de expressar
os sentimentos, e
conseqüentemente
como forma de se posicionar
na sociedade com outras
possibilidades de
ver, traduzir e devolver
através da
arte que o RAÍZES
EM MOVIMENTO apresenta
uma possível
leitura da arte musical
da cultura negra a
partir de uma arte
urbana contemporânea
de resistência
- o Graffiti - e tem
como propósito
contribuir para manter
a chama acesa com
a demonstração
de uma grande festa
de confraternização
dos povos. KIZOMBA
- A CHAMA DE ZUMBI.
Esta
bela produção
se encontra exposta
no auditório
da FACHA
– Faculdades
Integradas Hélio
Alonso.
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A
OBRA:
Embora ter sido produzida
por três pessoas,
os quais, cada um
tem seu estilo próprio,
existe uma relação
entre os três
que perpassa sobre
sintonia e sincronia
ao passo que se têm
produções
temáticas de
grande porte. É
aqui que acontece
uma unidade de composição
dos diferentes estilos
de pintura.
A
Chama de Zumbi foi
pintada especificamente
para o Dia da Consciência
Negra – 20
de novembro –
e representa, em
oito telas (que
formam uma só),
a música,
a força,
o simbolismo e a
vitória dos
negros e dos quilombos.
A imagem de Zumbi
fica representada
como um grande guerreiro
e vai além,
se transforma em
símbolo de
força para
os escravos ainda
presos. Era temido
e ao mesmo tempo
procurado pelos
grandes senhores,
afinal seria ele
o causador de diversas
rebeliões
e fugas dentre a
maioria dos escravos
da época.
Esta
produção
é um conjunto
de oito telas que
juntas formam um
cenário,
este com o intuito
de passar o sentimento
de se conseguir
a liberdade pelas
próprias
mãos. A expressão
utilizada na primeira
tela do conjunto,
a qual está
sendo representada
a imagem de Zumbi,
foi pensada para
trazer a questão
da liderança.
Seu cajado é
onde está
concentrado toda
força e anseios
dos escravos. Sua
face séria
é
simplesmente para
impor sua raiva
aos senhores e afirmar
que sem a sua luta
nada mudaria.
Era
um homem forte e
deveria ser lembrado
e percebido por
todos. A cada conquista,
afinal não
existia só
o quilombo dos palmares,
eram realizadas
festas, cultos religiosos
e muita dança.
Assim damos prosseguimento
a nossa produção. |
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| A
Capoeira está
presente, mas antes
disso, temos o tocador
de berimbau, aquele
que guia esta linda
dança. Seu
instrumento é
como se fosse uma
arma, ou melhor, uma
bússola que
irá mostrar
o caminho certo a
seguir. Ele é
forte como “Zumbi”
e as cores foscas
que escorrem do berimbau
(verde, amarelo e
vermelho) estão
representando a mata
que os senhores já
estavam maltratando,
o ouro que foi roubado
no período
de invasão
da África e
o sangue derramado
por todos os escravos
encarcerados e daqueles
que tentavam fuga
aos quilombos.
Podemos
dizer que estavam
ali com um único
objetivo: ser livre!
Por isso não
temiam nada, nem
o próprio
sangue derramado
ou até mesmo
a morte. Por isso,
logo após,
temos nas quatro
telas centrais uma
grande festa, que
procura contextualizar
as comemorações
dos considerados
vitoriosos. Estes
não são
somente aqueles
que conseguiam chegar
aos quilombos, mas
também todos
aqueles que tinham
a coragem de tentar
e que mesmo não
terem conseguido
naquele momento,
já poderiam
se considerar livres
das régias
de seus donos, afinal
tinham conseguido
vencer seu próprios
medos.
Fechando
o conjunto se tem
o a representação
da liberdade, onde
as correntes são
rompidas levando
assim a conquista
dos seus direitos,
o reconhecimento
de seus
valores e principalmente
o resgate e valorização
das culturas. |
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©2007
- Grupo Sócio Cultural Raízes em Movimento |
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