GALERIA A CÉU ABERTO DO MORRO DO ALEMÃO

Essa galeria foi idealizada a fim de se criar espaços de expressão artística, emparticular o graffiti, numa favela carioca – Morro do Alemão.

Consiste na construção de painéis em muros cedidos pelos próprios moradores na
principal rua da favela por meio de vários eventos envolvendo os artistas locais eoutros que trabalham com graffiti, no intuito de levar arte aos que não têm acesso a ela e mostrar para os moradores da favela sua importância na hora de se pensar em transformação social, resgate cultural e possibilidades de se criar novas perspectivas de vida partindo das potencialidades individuais.

Com um quantitativo de aproximadamente 70 produções, que variam de individuais e coletivas, é importante frizar seu valor, pois além de tudo mantém maior interação e troca artística entre os grafiteiros envolvidos e amplia a percepção da comunidade com relação a arte do graffiti, contextualizando todo seu histórico, suas técnicas que variam para cada artista, seu poder de transformação de um espaço, enfim, acreditamos que dessa forma fica possível envolver de forma participativa a comunidade e assim causar uma mudança sobre as formas atuais de se ver e entender as expressões artísticas urbanas.

 

Registro fotográfico da Galeria de Graffiti ao ar livre do Alemão

Circulando - Diálogo e Comunicação na Favela

Fotos: Dhani Borges - Fotografo e Proffessor da Escola Popular de Comunicação Crítica na Favela da Maré

Confira as fotos !

   
 
Registro fotográfico da Galeria de Graffiti ao ar livre do Alemão - Visita da TV FACHA

Produção de um Mural de graffiti temático

Fotos: Pedro Cemi - TV FACHA

 

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Registro fotográfico da Galeria de Graffiti ao ar livre do Alemão - 2007/2008

Olhar de quem pinta a Arte que intervem

Fotos: Mario Band´s

 

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Numa tarde bastante sol e calor no Complexo do Alemão, Afa e Ocrespo pintavam a fachada de uma casa para esta galeria. Papo vinha, papo ia, e lá pelas tantas Afa definiu graffiti com uma máxima, segundo ele e seu camarada O Crespo: “Graffiti só é graffiti na rua. Dentro de galeria, é spray sobre tela”. 

Não são técnicas, concepções, temas e estilos artísticos. Para Afa, essenciais para definir o graffiti são a identidade da ação como de rua e a atitude do artista de escolher a rua como o seu local de produção e exposição.

  Afa, nem de longe, torce o nariz para as obras de graffiti expostas em centros culturais, vendidas em galerias, apropriadas pela publicidade e etc. Só que, para ele, elas não constituem graffiti em sua essência, talvez variações do estilo. O graffiti vem e pertence à rua. 

Se seguirmos essa definição, talvez a galeria a céu aberto do morro do Alemão seja uma das primeiras galerias de graffitis, de fato, do Rio de Janeiro. Os artistas que aqui expõem, boa parte deles ligados ao Grupo Sócio Cultural Raízes em Movimento, estão acostumados a enfrentar dias inteiros de sol para pintar, se pendurar em janelas e marquises, conviver com o trânsito hostil e dividir os momentos da  produção e o resultado dela com pedestres e curiosos. 

Ao todo, a galeria conta com aproximadamente 70 painéis, pintados de 2001 para cá, espalhados pela Avenida Central e por becos da comunidade. A conservação dos desenhos mais antigos pode não ser a melhor. Nada impede que tenha um carro estacionado em frente a uma obra de arte, ou que crianças usem um muro grafitado como gol no jogo de bola.  

Após terminado, o graffiti fica à mercê da rua e das intervenções urbanas intencionais ou não, do desgaste do tempo. Vira registro histórico da comunidade, como a fachada da pizzaria, que não é mais lanchonete, mas agora casa de família. Ou cria um contraste com as marcas da violência existente no local caracterizada pelos rastros de furos de “balas” nas casas das pessoas. 

Numa galeria de rua, os espaços e trajetos, lineares e previsíveis em galerias tradicionais,  envolvem interação social intensa, a investigação e a escolha de caminhos. A experiência de circular por esta galeria compõe e define o prazer de contemplar as obras. Portanto, Circulando. 

 
 
 

Com um quantitativo de aproximadamente 70 produções, que variam de individuais e coletivas, é importante frizar seu valor, pois além de tudo mantém maior interação e troca artística entre os grafiteiros envolvidos e amplia a percepção da comunidade com relação a arte do graffiti, contextualizando todo seu histórico, suas técnicas que variam para cada artista, seu poder de transformação de um espaço, enfim, acreditamos que dessa forma fica possível envolver de forma participativa a comunidade e assim causar uma mudança sobre as formas atuais de se ver e entender as expressões artísticas urbanas.
 
 
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